
HÁ vagas para pastor
[Foz do Iguaçu, PR] Algumas carreiras estão em alta no Brasil. Prova disso é que a oferta de emprego nas áreas de biotecnologia , engenharias e tecnologias da informação tem aumentado e aumentara nos próximos anos. O problema, como dizem os especialistas, é que faltam profissionais qualificados. Porém, nunca vi os telejornais divulgar alguma pesquisa sobre crescimento de igrejas e de vagas no “mercado” religioso.
Se formos considerar a fé como mercadoria, poderíamos pensar em quão promissora e a carreira de pastor. Enquanto denominações, que têm uma abordagem mais popular e ligada a famosa teologia da prosperidade e dos milagres, avançam, multiplicando seus templos e sua demanda por vagas, outra parcela da população olha para a religião institucionalizada e para seus líderes com grande desconfiança. Associam o cristianismo tradicional a muita coisa ruim.
Em meio a essas posturas diferentes em relação à espiritualidade, fica a pergunta: para que serve o pastor? Para alguns, é aquele que deve manipular as massas a fim de levantar dinheiro suficiente para manter denominações que mais lembram corporações. Para outros, o pastor deve se limitar a atuar como um agente de transformação social, promovendo apenas a justiça entre os homens, e deixando o proselitismo religioso para Deus.
As palestras do segundo dia do concilio ministerial sul-americano abordaram conceitos que podem responder a essas questões. A resposta está na leitura honesta das necessidades atuais e de como o pastor, vocacionado por Deus, pode atendê-las. Elas trataram do relacionamento intimo que o ministro precisa ter com Deus, a fim de que seu trabalho leve o selo de autenticidade de seu cristianismo.
O mundo nunca foi amigável a Deus e as suas prioridades. Olhe para as sociedades da Mesopotâmia e da região da Palestina no tempo do antigo Israel. O mesmo pode ser dito em relação aos povos do primeiro século do cristianismo, imersos na cultura greco-romana paga. O Iluminismo, por sua vez, ajudou a moldar um ambiente de maior aversão ainda ao sobrenatural e espiritual. E o que dizer dos nossos dias? Muitos insistem de que esse e o período de maior imoralidade e relativismo e no qual o consumismo norteia a vida, afastando, mais do que nunca, os homens de Deus.
Hoje, o cristianismo verdadeiro se mostra mais relevante do que nunca. Essa e a religião que pode oferecer senso de comunidade para pessoas que vivem sozinhas; respostas para todas as perguntas; certezas para aqueles que nasceram para crer, mas que se perguntam se e possível descobrir a verdade. O que esta em alta hoje e ser um cristão autentico, que faca valer em sua vida a grandiosidade do que o cristianismo se propõe a fazer.
É aí que entra o pastor. Além de agente de transformação social, ele é chamado a ser o embaixador da reconciliação dos homens com Deus. Para esse tipo de “profissional” há uma quase infinita demanda, porque no fundo, no fundo, todos gostariam de ser cuidados por um pastor. Na verdade, todos precisam do Pastor. Por isso, todos que entram em contato com o ministro precisam ser beneficiados por seu trabalho. Algo de especial deve acontecer quando ele prega, ora e aconselha. Para esse tipo de ministro, há vagas na igreja e no coração do povo.

Wendel Lima, editor-assistente da Revista Adventista em português
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